Esquerda versus Centro-Esquerda

agosto 15th, 2010 by Raphael Bonsi Penteado

Uma amiga minha, a Clarisse Sousa, postou na sua página do facebook um artigo da Revista Culta sobre o governo Lula. Li o artigo, fiz um comentário e comecei o diálogo com a Clarisse que acredito tenha sido muito produtivo. Segue o artigo original e o nosso diálogo:

LINK: ‎Dossiê: A Era Lula – política, economia, movimentos sociais, cultura e educação: o legado de um presidente improvável”. “…Eis aqui o cerne da questão: após sete anos de “regressão política”, 83% de aprovação no Ibope não pode ser obra da divina providência.”

Revista Cult » Movimentos sociais na Era Lula
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/07/movimentos-sociais/
Site da Revista CULT

Raphael Penteado: Me parece que esse artigo ilustra bem a essência da extrema esquerda no Brasil (que inclui elementos do PT, PSOLPCdoB, etc): um desapego e/ou um desprendimento total com a realidade. É impressionante que consigam manter viva a ilusão marxista/socialista de que um Estado forte é a solução para a desigualdade no Brasil. Um século se passou, o mundo viveu a experiência socialista, e não há um único exemplo de êxito. Eles continuam a enxergar que a resposta continua a vir de cima (do Estado, liderado por um político iluminado) e teimam em negar a essência democrática de uma solução CAPITALISTA. De duas, uma: ou um cretinismo absoluto ou um mar de burrice intransponível. O cerne da questão: meu Deus, por onde começar?
05 de agosto às 09:58

Clarisse Sousa: OiRaphael, não acredito que haja mais essa separação esquerda/direita. O que há na verdade é um governo que começou a lutar pelo fim da desigualdade no país, e melhor ainda, conseguiu diminuir o índice de pobreza como nenhum outro. O governo Lula pensou nos pobres. E não é porque deu “esmola” com o Bolsa Família, é porque deu àqueles necessitados o que comer. Você acha que tais partidos citados acima conseguiriam mudar a política brasileira? Eu acho que não. Acredito que nenhum governo será capaz de mudar o caminho que o Brasil segue e não há motivos para isso. O que farão, sem dúvida, é dar continuidade a essa política. É isso que todos os candidatos dizem, reparou? Ninguém fala em grandes mudanças. E não será preciso começar. O começo se deu há 8 anos. Agora, como continuar?
05 de agosto às 19:12

Raphael Penteado: Oi Clarisse. É claro que existe, mas hoje eles tem nomes mais bacanas: direita = neo-liberal; esquerda = 3a via.
Infelizmente o que há no Brasil hoje é um grande problema de percepção. Todos acreditam que o Bolsa Família é que está resolvendo todos os problemas sociais no Brasil. A realidade é bem diferente. Veja, não tenho absolutamente nada contra esses programas sociais. Mesmo porque a maioria desses programas foram criados antes do governo Lula (com excepção do Fome Zero). O que critico sim é que o governo deixou de exercer critérios importantes na execução desses programas. Por exemplo, antes havia o Bolsa Escola (projeto do Cristóvam Buarque – PT, implementado no governo FHC) que dava dinheiro para as famílias só se as crianças tivessem presença na escola. Isso ajudou a diminuir muito o trabalho infantil no Brasil. O governo tirou esse critério. Resultado: o trabalho infantil nos últimos 7 anos só cresceu.
05 de agosto às 23:43

Raphael Penteado: Mas voltando ao que interessa: nenhum desses programas sociais foi responsável pela melhoria da distribuição de renda no país. Os próprios economistas do PT estimam que o impacto desses programas só explique 30% das melhoras em distribuição de renda. O que aconteceu mesmo foram os ganhos reais do salário mínimo e do crescimento da economia brasileira. E isso não é obra do atual governo! O governo votou contra os aumentos do salário mínimo. Só que o povo não entende isso. É problema de percepção. A economia brasileira atual foi construída nos últimos 20 anos. Por exemplo, hoje o brasileiro dirige RenaultCitroen,HyundaiPeugeot, etc. porque o governo Collor abriu o mercado automotivo brasileiro. Isso aconteceu a quase 2 décadas. Mas analisar a economia de hoje e entender que isso foi construído durante 20 anos é uma análise difícil, não dá para esperar que o povo (de uma forma geral) consiga fazer essa análise. Agora, por isso mesmo meto o pau sim, em quem tem instrução, preparo, educação e continua a ignorar os fatos. Você sabe porque os candidatos dizem que vão dar continuidade às políticas do governo Lula?
05 de agosto às 23:57

Raphael Penteado Porque o Ibope fez uma pesquisa. Essa pesquisa identificou que o fator de maior impacto nas eleições desse ano é “quem vai dar continuidade às políticas do governo Lula”. Mas foi essa mesma pesquisa que identificou tudo que falei acima. Ninguém fala em grandes mudanças mesmo porque o Lula também não as fez. Tenho duas grandes críticas ao governo Lula: a conivência com a corrupção e a demagogia que continua a propagar essa interpretação de que “nunca antes na história desse país…” Isso é cretinismo, eles sabem muito bem que não foram eles – porque eles não mudaram nada!! Critico muito essa demagogia porque isso reflete um partido que não tem um projeto para o Brasil, mas sim um projeto de poder.
06 de agosto às 00:12


Clarisse Sousa:
Mas você classifica o governo Lula, um governo de esquerda? Eu não acho. Desde o começo ele demonstrou que não era um “comedor de criancinhas”. Apenas um líder sindical que chegou ao poder, amedrontando a elite. Concordo quando diz que o Bolsa Família não resolve os problemas socias no Brasil, acho realmente que tem muito o que melhorar. Masvocê tem que concordar que é uma grande iniciativa, é um começo. Sim, foi um programa desenvolvido no governo anterior, mas foi neste que ele foi ampliado, racionalizado. Pela primeira vez, a luta contra a miséria e a desigualdade transformou-se em um problemaadministrativo. Os direitos sociais nunca foram prioridades. No aspecto econômico, o Brasil melhorou muito, melhorou horrores. E mais uma vez, uma continuidade da política anterior. Acho que o Lula teve sorte, !? Parece que estava tudo no forno e ele apenas tratou de servir o bolo. Agora, não entendo porquê o FHC não fez isso, só agora apareceram números como 250 bilhões de dólares de reservas externas. O Brasil, agora, é bem visto lá fora. De devedor, passou a ser credor internacional. Quanto aos candidatos, ninguém quer parecer ser inimigo de um dos governos mais populares da história do país. Os 39% de intenção de voto para Dilmana pesquisa IBOPE é, na verdade, de Lula.
07 de agosto às 20:37

Raphael Penteado (via e-mail): Primeiro, acho importante entendermos o contexto histórico. O Brasil declarou moratória duas vezes, em 1982 e 1987. Para qualquer país, isso é economicamente desastroso. O país fala para seus credores internacionais: “devo e não pago”. Eventualmente, lógico, o país tenta renegociar e pagar em outros termos. Mas isso acaba com a credibilidade externa do país, tornando o financiamento de qualquer coisa muito difícil. Sete anos depois, e com a inflação completamente descontrolada, o Brasil lança o plano Real. O Real tinha duas condições fundamentais: uma rigidez monetária com o Real atrelado ao dólar e uma melhora do desempenho fiscal. Não é só o Brasil, isso é básico de qualquer economia, o governo só tem duas ferramentas à sua disposição para controlar ou estimular a economia: monetária ou fiscal (muitas vezes uma combinação das duas). Para controlar a inflação, você aumenta a taxa de juros (política monetária) ou corta gastos do governo (política fiscal). Para estimular a economia, você faz o contrario. No Brasil, nós tínhamos um outro problema: a indexação. O Brasil atrelou o valor do Real usando suas reservas como garantia. Então quando havia pressão no mercado para forçar uma desvalorização do Real, o BC intervia e comprava Real para segurar o cambio. Só que aí pegamos todas as crises mundiais imagináveis: México (94), tigres asiáticos (97), e Rússia (98). Só que aí é que o contexto se torna importante, o Brasil havia conseguido muitos ganhos, mas a nossa credibilidade internacional não era nenhuma Brastemp. Para piorar, o clima de investimento internacional era altamenteespeculativo, e o investidor colocava todos os países emergentes num saco só. Não haveria porque quebras do outro lado do mundo afetassem a nossa bolsa, mas mesmo assim a nossadespencava. O investidor só aprendeu a fazer uma diferenciação muito recentemente. Então eles apostavam que o governo não ia conseguir bancar uma taxa cambial fixa (não tinha reservas suficientes para isso), aí ele apostava que o Brasil não aguentaria as pontas e apostava contra, colocando uma pressão tremenda em na taxa cambial. Em 1999 a coisa estourou e o Brasil foi forçado a desvalorizar o Real. Havia muito receio no governo que isso causasse uma volta da inflação por causa da indexação. Ninguém sabia o que ia acontecer, e o receio da volta da inflação era completamente justificável. A indexação fazia parte da cultura brasileira e ninguém sabia se a política monetária ia conseguir segurar a onda (a outra, a fiscal, praticamente nem existia ainda! A lei de responsabilidade fiscal só foi aprovada em 2000). E esse ponto eu não posso enfatizar o suficiente: o controle da inflação foi fundamental para o crescimento sustentado do Brasil e proporcionou uma melhora tremenda na desigualdade no Brasil! É isso mesmo, o controle da inflação teve um impacto social gigantesco. A diminuição da desigualdade durante a implementação do Real foi da mesma proporção da diminuição da desigualdade durante o governo Lula! Mas a desvalorização do Real também teve um impacto positivo: barateou as exportações brasileiras proporcionando um impulso para a indústria brasileira, mas principalmente para os agros-negócios. Isso rendeu muitas divisas para o país. Ah, e vale lembrar que as crises não pararam por aí: Nasdaq em 2000 e 11 de setembro de 2001 (teve um impacto enorme na economia mundial).

Agora, o governo atual. O que foi exatamente que o Lula fez que resultou na bonança que estamos vivendo hoje? Que política fiscal ou monetária que ele implementou? Qual foi o passe de mágica? NENHUM. NADA. Alguém até poderia argumentar que os aumentos dos gastos sociais e do salário mínimo estimularam a economia. E com certeza tiveram um papel importante. Mas essas medidas estimulam o mercado interno! Isso não explica os 250 bilhõesde dólares em reservas externas. Muito pelo contrario, o estimulo interno da economia impulsionaria as importações, reduzindo as reservas brasileiras. Ou seja, essas medidas não explicam o crescimento da economia brasileira. O impulso mesmo foi a desvalorização do Real que proporcionou um impulso enorme para as exportações brasileiras. Fora que arrumamos a casa e o Brasil (principalmente o setor privado) conseguiu financiamento muito barato lá fora. E o contexto (esse dito cujo de novo) mundial foi várias vezes melhor. O mundo cresceu muito. E o pior, o Brasil cresceu menos!! Nos últimos 7 anos, o Brasil só cresceu acima da média mundial duas vezes!! Isso significa que poderíamos ter crescido muito mais. E se o Lula deu sorte? MUITA! Você se lembra o que estava acontecendo no mundo antes dessa última crise eclodir? Barril de petróleo a US$150, escassez de comida em vários países… o cenário era de INFLAÇÃO. Só que a crise atual jogou um balde de água fria em tudo. E o Brasil estava e continua a estar em um cenário de inflação acima da média. Lembra o que eu falei sobre estimular a economia (você faz o contrário)? Ou seja, o aumento dos gastos públicos que estava a beira de causar a inflação a subir muito, foi exatamente o que ajudou a sair da crise mais rápido. Mas, voltamos a crescer já com a inflação em alta. Só nos primeiros 7 meses do ano, o índice de inflação já é de 4%, quando a meta do BC para o ano inteiro é de 4,5%!! Isso é gravíssimo (mesmo que a imprensa não faça muito estardalhaço). Voltar a deixar a inflação a subir muito seria um retrocesso muito grande. Essa história do Brasil sair de devedor e ser credor é muito bonitinha. Só que os fatos enganam. O governo deixou de buscar financiamento lá fora e passou a se endividar aqui mesmo. Nos últimos 7 anos, a dívida pública praticamente dobrou. É um fato importante, mas também é importante analisar o que está por trás disso.

Com relação ao governo Lula ser de esquerda, disso não há dúvida: é sim. Só que o Lula fez um governo de centro-esquerda (igual ao do FHC). O problema é que no Brasil o debate político é sempre de centro-esquerda versus extrema-esquerda. Esse papo de elite versus classe trabalhadora é um conceito antiquado e problemático. Como já disse – a extrema-esquerda continua a remeter os seus argumentos a um mundo onde Lênin e Marx são contemporâneos. Não é possível que continuem a enxergar um mundo através desse prisma. O mundo mudou e eles ainda não perceberam. Isso acaba prejudicando muito o debate político porque o Brasil se beneficiaria muito mais de um debate de centro-esquerda versus centro-direita; como é no resto do mundo – principalmente no mundo desenvolvido onde os índices sociais dão de dez a zero nos nossos.

Entrevista com Clarisse Sousa

julho 7th, 2010 by Raphael Bonsi Penteado

Entre aspas
Clarisse Sousa entrevista Raphael Penteado

Raphael Penteado é formado em Economia e Ciências Políticas pela Washington & Lee University nos EUA e trabalha com consultoria de marketing pela Marketing Boutique em São Paulo.

Em entrevista para a revista do meu grupo na faculdade, Raphael fala a respeito do Governo Lula.

Principais mudanças

Fala-se muito que a economia do Brasil melhorou muito nos últimos 8 anos. Um exemplo é aumento da renda da classe C e o aumento do consumo dos brasileiros. As mudanças aconteceram realmente neste governo?

Os fundamentos da economia brasileira são os mesmos desde 1999, muito antes do governo Lula. Aliás, um dos elogios que mais se faz ao governo Lula é exatamente o de ter mantido as políticas econômicas do governo anterior. Em 1999, o governo FHC foi forçado a flexibilizar a política monetária, criando a política de bandas e depois a política de metas de inflação para o Banco Central. Isso permitiu uma desvalorização controlada do Real, barateando os produtos brasileiros (principalmente os agrícolas), o que impulsionou o crescimento do Brasil. A lei de responsabilidade fiscal também foi crucial, pois, permitiu que o governo controlasse a dívida pública e deu credibilidade ao Brasil para conseguir financiamento mais barato lá fora. Esse foi um dos grandes motivos da melhora na avaliação das agências credoras sobre o Brasil e a redução do “Risco Brasil”.

Mas houve sim um aumento na renda do brasileiro. Por quê? Porque a oposição passou aumentos sucessivos do salário mínimo. A estratégia da oposição era forçar o presidente Lula a vetar os aumentos do mínimo para não por em risco as contas da união. O tiro saiu pela culatra. Embora o governo tenha feito pressão no Congresso para derrubar os aumentos, Lula não usou o veto. Assim, o ganho do brasileiro aumentou e Lula foi reeleito. Com isso, a dívida pública aumentou quase 80% durante os 8 anos do governo Lula. Vai ser um abacaxi e tanto que ele vai deixar para o próximo governo.

Heranças do Governo Lula

Quais heranças o governo Lula nos deixará?

Uma das principais heranças que o Lula nos deixará é a credibilidade do Brasil lá fora. O Brasil está demonstrando que é um país sério. Não importa quem esteja no governo, estamos comprometidos com a estabilidade e – trabalhando para continuar um ciclo de crescimento sustentado. Sem surpresas e nem milagres. Ao mesmo tempo, Lula vai deixar uma máquina administrativa inchada e uma dívida pública alta. Por enquanto nos saímos bem. Mas o que ocorreu com países como a Grécia, Portugal, Itália, Espanha, entre outros, deveria nos servir de aviso. Se não conseguirmos manter a credibilidade de que conseguiremos pagar as nossas dívidas, o clima de otimismo pode virar, principalmente em um ambiente tão incerto como o de hoje. Não podemos correr esse risco.

Prioridades para o próximo governo

O que um próximo governante deverá manter como prioridade para continuar a política de desenvolvimento brasileiro?

Os fundamentos da economia não podem mudar de forma alguma. Aliás, precisamos trabalhar para continuar as reformas. O Brasil, durante o governo Lula, não fez o dever de casa. Precisamos da reforma da previdência para ontem. O pior é que o Congresso foi na contramão e acabou de passar o fim do fator previdenciário. Se confirmado, isso vai piorar ainda mais a situação das finanças públicas. São tantas as reformas… a política, a judiciária, a fiscal. O Brasil fez o trabalho pela metade. As coisas já melhoraram bastante, mas precisamos fazer mais para assegurar que as melhoras sejam permanentes. O mundo ainda é um lugar de muitas incertezas. Se não nos esforçarmos agora, a longo prazo estaremos colocando esses ganhos em risco. Isso tem que ser um esforço não só do próximo governo, mas também do Congresso. E deveria ser a pauta do debate político desse ano; a sociedade precisa participar desse diálogo.

Popularidade de Lula

O povo brasileiro se identificou muito com o atual Presidente. E ele tem apoiado fortemente a candidata Dilma. Isso pode deixar o Serra para trás?

O povo vai eleger o próximo presidente do Brasil, e o Lula não é candidato. Eles terão que escolher entre a Dilma e o Serra. O Lula pode apoiar e dar a sua opinião, mas opinião todo mundo tem. Na hora de votar, o eleitor vai entrar na cabine de votação e escolher a pessoa que ele achar ser mais capacitada. Para ser eleita, a Dilma precisa comprovar que ela é mais capaz do que o Serra.

Lula em 2014

É possível uma próxima candidatura do Lula nas eleições de 2014?

Talvez sim, talvez não. Isso não importa. Acorda Brasil, estamos construindo um país! Temos que pensar em todas as futuras eleições, não só a de 2014, mas também as de 2018, 2022, 2042… Com ou sem Lula, o Brasil terá muitos outros presidentes, congressos, governos e políticos. Temos que nos preocupar com a qualidade da sociedade que estamos construindo e não se uma pessoa ou outra vai estar por aí para participar. Como disse antes, as mudanças que estamos fazendo precisam ser permanentes. O principal desafio para que isso ocorra é combater a corrupção que continua a assolar o país. Precisamos fazer uma escolha: estamos construindo um país onde a lei vale para uns e não para outros ou um país onde ela é igual para todos? Quando pegamos um sinal vermelho na rua, não é porque nos ferramos. É porque é a vez do outro passar. Isso é vida em sociedade. Parece simples, mas não é. Quando damos aquele famoso jeitinho para burlar, levar vantagem, nos dar bem, estamos trapaceando sobre o outro. Isso é nocivo à vida em sociedade. Se as regras do jogo não se aplicam a mim, por que é que o outro vai respeitá-las? Desse jeito, não estaremos construindo uma sociedade justa para todos, mas sim uma onde todo mundo procura levar vantagem sobre o próximo. Agora, em época de Copa do Mundo, devemos pensar: patriotismo é um fenômeno que aparece só de quatro em quatro anos? Temos que vestir a camisa do Brasil todos os dias do ano e sempre optar por construir um país melhor. A escolha é nossa, hoje.